Estágio x Mercado – Quais são os Resultados?

fevereiro 16, 2011 § 2 Comentários

O estagiário é uma peça fundamental no “ramo do design”. É ele quem está dentro de dois campos centrais: o mercado e o ensino. Mas até onde essa relação paralela entre estudo e “trabalho” é saudável para estes jovens profissionais? Por vezes a teoria aprendida na faculdade não fica tão clara quanto na prática e, por falta da segunda, acaba gerando certos conflitos de idéias e ideais.

 

E como o estagiário deveria agir?

Mercado

Segundo a lei do estagiário, o estágio não caracteriza um tipo de emprego, ele “faz parte do projeto pedagógico do curso”. Sabe-se, por outro lado, que na maioria das vezes as coisas não funcionam assim mas o mercado exige o que acha necessário TO GET THE THINGS DONE! As empresas exigem (em sua maioria) que os estagiários tenham facilidade para trabalhar em grupos, conhecimento de softwares, pró-atividade. Até aí tudo bem, é uma questão simples de oferta x procura.


Faculdade

Para que seja válida a formação de um designer, a faculdade coloca uma grade onde se pode encontrar os seguintes temas abordados, como:
“Desenho; Computação Gráfica; História da Arte e do  Design; Teorias do  Design; Métodos e Técnicas de Projetos;  Meios de Representação, Comunicação e Informação; Ergonomia; Materiais e Processos de Fabricação; Gestão; Comunicação Visual; Semiótica; Psicologia; Fotografia; Ilustração; Interfaces; Tecnologias da Informação e  Comunicação; Ética e Meio Ambiente; Relações Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS)”; entre tantos outros, dependendo da grade de cada curso (que aliás mereceria vários tópicos aqui aqui no FALE). Na maioria dos casos cada uma dessas cadeiras avaliarão o conhecimento dos alunos por meio de testes, vulgo provas, que buscam quantificar a qualificação dos estudantes. Este tipo de avaliação tem foco basicamente em P&D, com pouca ênfase em finalização de trabalho ou projeto.

Legal, a teoria faz sentido: o que a faculdade não ensina o estágio sim! Mas e na prática, é isso mesmo Arnaldo?

 

Mercado X Ensino

E eis que Arnaldo responde rispidamente: “AHAM! SENTA LÁ CLAUDIA”.

Acontece que muitos no mercado não são e nem pretendem ser designers (já ouviram falar nos micreiros , eles ocupam, sim, boa parcela do “mercado de estágios em designer”), e fora isso, todo mundo gosta de dar pitaco sobre o design das coisas; é a coisa mais comum do mundo. Mas e aí? Onde fica a aplicação da teoria se na maior parte dos estágios
 os estagiários não recebem o suporte necessário?

E isso não é tudo, este “ensino prático” falho faz com que teorias aprendidas na universidade sejam confundidas no mercado. Erro de quem? Universidade? Mercado? Dos dois? De todo processo provavelmente.

Mas será que é melhor assim?  Tem muito curso Brasil afora focadas na formação de um profissional “pronto” para o mercado. E esses profissionais tem competência técnica quando saem dos seus cursos? A gente já mostrou aqui, que tem estatal no país dizendo que não! De que forma o perfil dos estudantes, orientados ou não pelo perfil dos cursos atuais, está influenciando a mudança do mercado? Ou será que a mudança é meramente quantitativa e de má qualidade?

Não vou encerrar meu post com respostas, acredito que o importante aqui seja a reflexão desta situação no ensino do Design (pra não falar em todo ensino no Brasil…).


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§ 2 Respostas para Estágio x Mercado – Quais são os Resultados?

  • Eduardo Assis disse:

    Muito bom mesmo o texto. exatamente o que acontece. e nao precisa nem sentir na pele, para saber que o mercado é um corredor polones.
    nao tem como se defender e é gente chutando pra tudo que é lado.

  • Adelle Mendes disse:

    O texto é muito bom, parabéns.

    Mas cá estou eu, mais uma vez pra ser “do contra”.

    Que o estágio é fundamental para a formação profissional de um individuo, não temos dúvidas.

    Mas acho que a discursão, agora, a ser feita é: Em quais condições esse estágio deve ser cumprido.

    Não é segredo pra ninguém que empresas exploram e submetem os estudantes a condições “não nescessárias”, e que acabam fazendo com que, no fim das contas, o rendimento seja baixo.

    Realização de tarefas impróprias para os estágiario ( como secretária, office-boy, moça do cafezinho, técnicos de informatica, rsrss… etc.)

    Fora a regularização de um bolsa minima. E pior, um salário minimo pra categoria.

    Se pensarmos bem, receber um salário minimo (para um profissional formado) é um absurdo, mas é o que é posto em pratica em várias empresas. A história é camurflada com as “comissões”.

    AI como se não bastasse, as empressas querem profissionais mais baratos e contratam estagiário-faz-tudo e pagam a metade disse R$ 250,00.

    E não se engane estudantes, apesar do estagio ser obrigatório vocês tem seus direitos e se vocês “prostituirem” o “mercado” dos estágios, “prostituiram” o mercado de trabalho. Aceitaram o minimo quando estiverem formados. Afinal, todos temos contas pra pagar.

    Mas, o que fazer para mudar essa situação?

    Se observarmos, em alguns cursos (das engenharias por exemplo, o valor pago pra os estagiários chega aos R$ 800,00. Para estudante sde economia, chega aos R$ 1.300,00) e por que nós, estudante de design, recebemos em média R$ 200,00???

    Na minha opnião, um primeiro passo é comerçarmos a discutir e nos concientizar dessa situação, para despois tentar mudá-la.

    Adelle Mendes
    adelle.mendes@hotmail.com

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